sábado, 1 de junho de 2013

Um homem, prestes a viajar para fora, designou escravos

Uma das mais novas mudanças doutrinais da WatchTower se refere à designação do Escravo Fiel e Discreto.

O ensino corrente afirma que uma classe especial de cristãos ungidos, aqueles diretamente envolvidos na sede mundial, foram designados como “Escravo Fiel e Discreto” no ano de 1919. Temos mais uma camada na estratificada Torre de Vigia: “Escravo Fiel e Discreto” >> “Ungidos” >> “Outras ovelhas”

Uma característica marcante dos ensinos da WatchTower é a arbitrariedade.
Eles e não o contexto Bíblico definem as “entidades” e seus significados.

Façamos uma análise desse tópico:

O texto crucial para discussão é de Mateus 24:45

Mateus 24:45 “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? 46 Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! 47 Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens.


Nesse texto notamos que há duas “designações” realizadas pelo Amo:

  1. Designar o Escravo Fiel e Discreto para dar alimento.
  2. Designar, após a chegada do Amo, “aquele escravo” que cumpriu a primeira designação (1) sobre todos os seus bens.

Até antes de Outubro de 2012, todas as testemunhas de Jeová eram obrigadas a ensinar que o Amo havia chegado em 1919 e designado o Escravo Fiel e Discreto “sobre todos os bens do Amo”.

Conforme a revista Sentinela de 15 de Julho de 2013, a segunda designação (2) ainda não ocorreu. Ou seja, a designação “sobre todos os bens do Amo”.

Embora pouco discutido, uma conseqüência trivial desse novo ensino é que o “Amo ainda não chegou”.

Lembre-se do texto:

Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! 47 Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens.”

ao chegar” <<-->> “o designará sobre todos os seus bens”

A ação do Amo “ao chegar” é justamente designar o escravo sobre todos os bens. 
Se “todos os bens” ainda não foram concedidos ao escravo, é porque justamente o Amo ainda não chegou.

Arbitrariamente, por décadas, as testemunhas comandadas pela Torre de Vigia, tem proclamado que Jesus Cristo “havia chegado” em 1919. Ai de quem afirmasse o contrário! Excomunhão e Morte no Armagedom!

(Nota: É possível que Betel ainda afirme em sua teologia oficial que Jesus “chegou” em 1919, como disse no início, o ensino da WatchTower é arbitrário e desconsidera as implicações e correlações entre as coisas)


Agora, vamos nos atentar à Primeira designação: A Designação do Escravo Fiel e Discreto.

Será que Jesus designou um Escravo Fiel e Discreto apenas em 1919?

Um Amo designa Escravos – quando?

João 15:16 Vós não me escolhestes, mas eu escolhi a vós, e eu vos designei para prosseguirdes e persistirdes em dar fruto, e que o vosso fruto permaneça; a fim de que, não importa o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dê.

Jesus designa, no primeiro século, seus escravos para dar “fruto” [alimento]

Mateus 25:13 “Portanto, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis nem o dia nem a hora.14 “Pois é assim como quando um homem, prestes a viajar para fora, convocou [designou] escravos seus e confiou-lhes os seus bens.

Jesus, antes de “viajar para fora”, quer dizer, antes de ir para o céu, designa seus escravos sobre os seus bens atuais – os domésticos. Primeira Designação.

Portanto a base contextual e lógica das Escrituras mostra que Jesus designou o Escravo sobre os domésticos, para prover alimento espiritual, desde o primeiro século.

E assim como o Escravo não é uma só pessoa, mas cristãos, Jesus tem designado “Escravo” ao longo dos séculos:

Mateus 28:20 E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.”

João 13:20 Digo-vos em toda a verdade: Quem receber a qualquer que eu enviar, recebe [também] a mim. Por sua vez, quem me receber, recebe [também] aquele que me enviou.”

Os enviados por Jesus são aqueles que ele designou a fornecer alimento espiritual durante os séculos: “Os portões do Hades não venceriam” - Mateus 16:18

Assim Jesus sempre tem designado escravos, ungindo-os como tais: Mostrarei-me claramente a ele

Quem realmente foi o escravo fiel e discreto no primeiro século?

Hoje pode parecer “trivial” identificar quem foi escravo de Cristo. Mas na época, a dificuldade era a mesma de hoje...

2 Cor 11:5 Porque eu considero que em nem uma única coisa me mostrei inferior aos vossos superfinos apóstolos. 6 Porém, mesmo que eu seja imperito na palavra, certamente não o sou no conhecimento; porém, manifestamo-vos [isso] de todo modo em todas as coisas.

2 Cor 11:12 Ora, o que venho fazendo, fá-lo-ei ainda mais, a fim de decepar o pretexto daqueles que estão querendo um pretexto para ser achados iguais a nós no cargo de que se jactam. 13 Porque tais homens são falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. 14 E não é de admirar, pois o próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz. 15 Portanto, não é grande coisa se os ministros dele também persistem em transformar-se em ministros da justiça. Mas o fim deles será segundo as suas obras.

A pergunta: Quem é Realmente o Escravo de Cristo? Sempre foi Relevante.
Falsos cristãos também fariam “sinais e portentos mentirosos”.

Escravo Fiel e Discreto – Será que haveria Escravo Infiel e Indiscreto?

A revista Sentinela de 15 de Julho de 2013 declara que Jesus “apenas designou um Escravo Fiel e Discreto”, quer dizer, que não haveria um Escravo que se mostrasse Infiel e Indiscreto.

Será que isso está em harmonia com as Escrituras?

"Ali é onde haverá o seu choro e o ranger de seus dentes" - Mateus 24:51

Tanto o final do capítulo 24 de Mateus como o capítulo 25 descrevem objetivamente duas “espécies” de escravos:

fiel e discreto” X “escravo mau”
virgens discretas” X “virgens tolas” - Mateus 25:2
escravo bom e fiel” X “escravo iníquo e indolente” - Mateus 25:26


Lembre-se que a divisão das Escrituras em “capítulos e versículos“ é uma manipulação puramente Humana. Assim, claramente o capítulo 25 é uma explicação pormenorizada dos versos finais do capítulo 24.

Todos os escravos que Jesus designou seriam fiéis?

Lembre-se, Judas Iscariotes era um escravo designado por Jesus. O fato do escravo optar adotar um proceder ou outro não é culpa de quem o designou.É uma questão de livre-escolha.

Não é a toa que Jesus declara as palavras de João capítulo 15 (Leia).

João 15:6 Se alguém não permanece em união comigo, ele é lançado fora como ramo e seca-se; e homens ajuntam estes ramos e os jogam no fogo, e eles se queimam.

Leia agora Lucas 12:35-48

Lucas 12: 47 Então, aquele escravo, que entendeu a vontade de seu amo, mas não se aprontou, nem fez em harmonia com a sua vontade, será espancado com muitos golpes. 48 Mas aquele que não entendeu, e assim fez coisas que merecem golpes, será espancado com poucos. Deveras, de todo aquele a quem muito foi dado, muito se reclamará dele; e a quem encarregaram de muito, deste reclamarão mais do que o usual.

Como disse o Amo: Haveria escassez de víveres espirituais. O Alimento oferecido para a grande maioria estaria apodrecido.

                        “ o seu amo, ao chegar”

Mateus 25:19 “Depois de muito tempo voltou o amo daqueles escravos e ajustou contas com eles."

Como analisamos, Jesus através dos séculos tem designado escravos: ungindo-os com espírito santo.

Esses escravos designados [ungidos] podem ter sido fiéis ou infiéis. Depende de terem permanecido na videira ou não. João 15

Quando Jesus Cristo voltar para se tornar o rei do mundo (Rev 11:15) aí sim todo escravo que foi Fiel e Discreto receberá todos os bens do Amo: Hão de reinar sobre a terra. Rev 5:10


(Nota: Contraditoriamente a Torre de Vigia afirma que Jesus se tornou o rei do mundo em 1914, cumprindo supostamente a profecia de Revelação 11:15)

Não se deixe enganar, não coloque no passado (1919) aquilo que ainda ocorrerá, não fuja das consequências: Jesus "ajustará contas com eles".

Imaginar que o Amo já tenha voltado em 1919 e "acertado contas" não é capaz de evitar a verdadeira volta do Amo. 

Lucas 12:35 “Os vossos lombos estejam cingidos e as vossas lâmpadas acesas; 36 e vós mesmos sede como homens que esperam pelo seu amo, ao voltar ele do casamento, para que, ao chegar e bater, possam imediatamente abrir-lhe. 37 Felizes são aqueles escravos, cujo amo, ao chegar, os achar vigiando! Deveras, eu vos digo: Ele se cingirá e os fará recostar-se à mesa, e chegando-se, ministrar-lhes-á. 38 E, se chegar na segunda vigília, [ou] mesmo na terceira, e os achar assim, felizes são! 39 Mas, sabei isto, que, se o dono de casa tivesse sabido em que hora viria o ladrão, teria ficado vigiando e não teria deixado que se arrombasse a sua casa. 40 Vós também, mantende-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora que não achais provável.

Lembre-se: 
“ o seu amo, ao chegar....”

Primeiro alguém "vem" depois este alguém "chega"...
Só beberrões inveterados não são capazes de entender esta simples lógica... 

10 comentários:

Ednilson Sacramento Silva disse...

Boa noite meu irmão Paulo.
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Embora concorde com muitas coisas colocadas pelo irmão em relação ao ensino da "torre", aponto para uma VISITA feita por Jesus às sete congregações quando o apóstolo João ainda estava vivo.

O que Jesus estava observando?? Ele observou tais coisas no ato da visita ou durante todo o tempo em que o escravo considerava o Amo como se ele estivesse longe??
As palavras de Jesus apontam para uma observação contínua até aquela data, além de prever uma observação continuada para os dias à frente.

Sabemos que Jesus nunca esteve longe.
"Onde estiver dois ou três....."
A afirmação feita por Jesus como resultado de sua "inspeção" também revelam a proximidade de Jesus: Estou de pé e batendo à porta......
Os olhos percorrem toda a terra....
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O Amo sabe todos os meus sentimentos, logo, o Amo nunca esteve realmente longe.
O escravo passou a agir como se o amo estivesse longe.
Em face da espectativa do escravo quanto à volta do Amo (uma volta visível para ele, escravo) ter sido decepcionante para ele (escravo), este passou a tomar o reino em suas mãos e a tomar muitas decisões.
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Percebemos que Jesus estava espiritualmente presente (Eu e o Pai iremos morar com aquele que obedecer...) todo o tempo, muito embora, o escravo pudesse não estar percebendo. (O reino estava presente e a maioria não percebia)
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Jesus passou a fazer um relatório do que ele tinha observado durante aquele tempo e passou a disponibilizá-lo para as congregações.
O que se nota neste relatório em relação a "escravo fiel e discreto"??
Será que Jesus estava indicando alguma classe de humanos??
Eu percebi Jesus falando sobre ações de seus discípulos individuais, embora agrupados por suas convicções.
Já naquele tempo, em curto espaço de tempo já havia muitas convicções diferentes, frutos de percepções diferentes, resultando em discípulos com sentimentos diferentes, palavras diferentes e ações diferentes.
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Naquele momento, como estavam se saindo os escravos do Amo Jesus??
Tinha acertado Jesus em todas as suas previsões em relação a como tais escravos se portariam??

"Todos vós tropeçareis......" Jesus previu. E assim se deu, apesar dos protestos dos doze.

O Amo conhecia muito bem os seus escravos, não conhecia??
O Amo acertou em tudo o que ele previu acerca dos escravos.

Será que encontrarei algum escravo fiel a mim??

Veja meu irmão, os que excluem os irmãos de Jesus se declaram fiéis.
Todos os demais protestantes se declaram fiéis.
Os católicos também se declaram fiéis??

Será que existe??
Se existir algum, ele será designado sobre os bens do amo....

ExatoVerdade disse...

O reino de Deus tem sim uma embaixada terrestre por meio do Cristianismo - desde os primórdios do cristianismo.

Assim uma pessoa pode entrar desde agora no reino do Cristo. Col 1:13

Um Escravo de Cristo deve esforçar-se em entrar e permanecer nesse reino e ajudar outros nesse mesmo objetivo: serem um, uma só esperança

O Livro de Revelação tem uma função "Atemporal"
Revelação 1:19 Escreve, portanto, as coisas que viste, e as coisas que são, e as coisas que hão de ocorrer depois dessas.

De modo que qualquer escravo de Jesus Cristo, independente da época, pôde se beneficiar das orientações contidas nesse livro.

Sobretudo, aqueles escravos que estiverem vivos na culminação do sistema - no (verdadeiro) "dia do Senhor".

O reino do mundo será entregue ao Corpo de Cristo somente após todo o Corpo de Cristo vencer o mundo (João 16:33):

Rev 12:11 E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho, e não amaram as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte.

Todos os "mínimo dos irmãos de Cristo" serão vistos como "mortos".

Estarão todos na prisão da "exclusão" e "morte social" - Mateus 25:36

Eu particularmente só irei me declarar Fiel no dia em que eu não cometer mais nenhum pecado. (Quem pratica qualquer pecado é iníquo - Lucas 11:13)

Eu declaro-me imprestável, pois o que eu faço é o que eu tenho o que fazer.

Um iníquo nunca pode condenar (excluir) outro iníquo - a não ser que ele queira condenar a si mesmo...

Um escravo pode [DEVE] "sabatinar " outro escravo, mas nunca "matá-lo" (exclui-lo)

Amar o próximo não possui condicionantes

Ednilson Sacramento Silva disse...

INDIVIDUALISMO ------
Irmão Paulo, gostaria que o irmão comentasse esta colocação abaixo.

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Jesus deixou bem claro que se tratava de individualismo.
Ele não trataria a congregação como um grupo de fiéis ou um grupo de infiéis.
Ele não vai levar a "igreja".

- Aquele discípulo que me amar...
- Eu e o Pai vamos morar com o discípulo....
- Nem em Jerusalém e nem neste monte adorareis o Pai.
- Adorareis o Pai em espírito e verdade...
- Eu sou a videira e vós sois os ramos.
- Individualmente, deveis estar ligados a mim.
- Estando vivo, "aquele" que crê em mim jamais morrerá.

As pessoas produzem igrejas (congregações, sinagogas) e nestas igrejas elas criam uma "hierarquia", afinal, Deus não é um Deus de confusão.
Nesta hierarquia existem aqueles que são os representantes de Deus perante os demais fiés.
Para não haver desordem, os representantes de Deus precisam ser obedecidos. (Deveis ser obedientes aos que tomam a dianteira)
Daí, é necessário haver os chefes de mil, os chefes de cem e os chefes de dez.
O chefe de dez responde pelos seus dez e os dez devem obediência a seu chefe.
Desobedecer àquele que está na dianteira passa ser um pecado contra a hierarquia, podendo levar à confusão. Trata-se de uma deslealdade àquele que responde por você perante Deus.

Onde chegaremos nesta sequência lógica e natural do relacionamento humano em grupo??

Fica estabelecida a desigualdade no reino. Para regulamentar esta desigualdade, criam-se normas com os diversos graus de autoridade e importância.

O que é o cristianismo??
O cristianismo mostra ser um amontoado de grupos (tal qual as doze tribos de Israel).
Jesus escolheu doze apóstolos.
Os doze apóstolos se interligariam a Jesus e os demais humanos iriam se interligando aos doze apóstolos??
O modelo com chefes e subchefes com suas devidas autoridades era praticado pelo povo de Deus. Jesus afirmou: "Não é assim entre vós".
De forma prática, não foi isto o que Jesus mostrou como modelo.
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O modelo foi: Eu em união com o Pai; todos vós em união comigo.
Estar em união é o mesmo que ser um.
Para nós iníquos existe meia união. (50%) Para nós iníquos existe 75% de união, 25% de união.
Embora isto seja uma realidade em relação a nós, o que acontecerá com aquele que não chegar a estar 100% unido a Jesus??
Ele morrerá.
O que acontecerá com aquele que chegar a 100% de união com Jesus??
Este não experimentará a morte.
Segue>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Ednilson Sacramento Silva disse...

INDIVIDUALISMO
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Segue >>>>>>>>>>>>>>>>>>>

O que acontecerá com os demais??
Aquele que crê em mim, embora morra, eu o ressuscitarei - afirmou Jesus.

Neste modelo fornecido por Jesus não tem espaço para um tratamento em grupo.
Diferente de todos os reinos, o rei Jesus se interliga diretamente com cada súdito.
O súdito só tem ao rei como autoridade acima dele, logo, o súdito deve seguir exclusivamente ao rei.
Todos os súditos se encontram no mesmo nível e são tratados individualmente pelo rei.

Eu vejo as coisas desta forma.

Os que conseguem 50% de união só conseguirão ensinar outros esta porcentagem de união. Ora, e se ele usar de autoridade com os seus comandados?? Ora, nenhum de seus comandados atingirá 60% de união com Jesus.

Havendo plena liberdade, e o desinteresse em fazer parte de um grupo e em ser leal a este grupo, a pessoa buscará alcançar 100% de igualdade com Jesus.

Ser um com Jesus é um caso de obedecer aos mandamentos dados por Jesus. Ninguém consegue obedecer por mim.

Os que conseguirem 100% de união devem continuar sendo AJUDADORES de todos os demais.
Neste caso, somos um grande grupo de iníquos no qual todos devem estar interessados em AJUDAR o outro iníquo a ser igual a Jesus.

No entanto, o que ocorre quando um discípulo ensina outro discípulo a julgar outro discípulo??

Este está ensinando a alguém sobre um Jesus diferente daquele Jesus que não julgava ninguém por ser apenas um AJUDADOR para todos os espiritualmente doentes.
Este está ensinando que o sentimento e o ato de julgar um pecador não é pecado.

Ele precisa concordar que julgar um pecador seja um pecado.
Quem definiu isto foi o Pai, no entanto ele discorda e afirma que o Pai manda julgar o pecador. Os seus ensinados concordam com ele.

No entanto, embora formem um grupo e ajam como um grupo, Jesus questionará a cada um individualmente em relação a estar ou não obedecendo as suas palavras.
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Irmão Paulo, como o irmão considera este individualismo??

ExatoVerdade disse...

Resposta:

"o Homem que pecar, ele é que morrerá " - uma questão individual.

O pecador já tem plenamente o seu salário.

Não há motivo para lhe acrescentar julgamento algum.

Lembre-se que todas as ovelhas largaram o Pastor. Será que Cristo falhou em função das ovelhas: Individual

Não há motivos (nem necessidade) para julgar iníquos, a doença espiritual já cobra os seus resultados:

"Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados. " - João 8:24

João 16:8 E, quando este chegar, dará ao mundo evidência convincente a respeito do pecado, e a respeito da justiça, e a respeito do julgamento: 9 em primeiro lugar, a respeito do pecado, porque não exercem fé em mim;




Ednilson Sacramento Silva disse...

AUSÊNCIA DE UNIDADE DESDE OS DOZE APÓSTOLOS -
Apenas mais um raciocínio que ajuda e entender que Jesus não busca grupos aprovados (classes aprovadas).

Para os apóstolos, ou seja, do ponto de viata dos apóstolos, havia nós e eles. Nosso grupo em comparação com os demais.

(Lucas 12:41) 41 Pedro disse então: “Senhor, dizes esta ilustração a nós ou também a todos?”

Depois desta interessante pergunta, Jesus contou uma ilustração que tinha o objetivo de revelar que o escravo, independente de quem fosse, devia estar preocupado em ELE ESTAR FAZENDO A COISA CERTA TODO O TEMPO.

Independente da hora em que chegue o Amo, o "escravo fiel" estará cumprindo o mandamento do seu Amo. O escravo se mostrará fiel a seu Amo.
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Havia união entre os doze apóstolos?? Formavam uma unidade??
Na noite da páscoa eles revelaram o grau de unidade existente entre eles.
Uma acalorada discusão sobre quem era maior entre eles.
Depois de três anos e meio de ensinamento teórico e prático, estes doze homens ainda insistiam na pirâmide humana de poderes.
Onde há unidade, não há competição para estar ACIMA.
Nesta mesma noite da páscoa, Jesus lhes envergonhou com sua humildade. Jesus mostrou que o rei dos humildes é aquele que é o mais humilde.
Neste caso, se é um reino de escravos, escravos que só têm um único Amo, não deveria existir uma hierarquia de escravos.
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Seria tapar o sol com a peneira, achar que depois da morte de Jesus, O Ajudador, estes homens tão rebeldes mesmo na presença, chegassem a uma unidade. O Ajudador estava presente, no entanto, eles não estavam unidos ao Ajudador e tampouco estavam unidos entre si.
O que ocorreu??
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Todas as doze tribos de Israel (reino de Deus) formadas a partir dos apóstolos, eram formadas exclusivamente de discípulos de Jesus, pois os judeus rejeitaram Jesus, ficando com os mandamentos de Moisés.
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Como se formaram estas tribos??
As tribos eram formadas a partir das convicções dos dis cípulos de Jesus em relação aos ensinos de Jesus. O resultado foi o surgimento de uma Babilônia de convicções.
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Havendo convi ções diferentes passou a haver acusações. Vocês são falsos apóstolos; vocês são falsos súditos; você são falsos; vocês não estão seguindo a Cristo da forma correta; etc....
Quem fazia tais acusações?? Aqueles que se consideravam verdadeiros, obviamente.
Daí, grupos de discípulos de Jesus passaram a fazer verdadeiros julgamentos condenatórios de outros grupos de discípulos de Jesus atribuindo-lhes um inferno de fogo ou uma morte eterna em face de não pertencerem a este ou aquele grupo.

Onde estava a unidade desejada e pedida por Jesus??

O que ocorre hoje que seja diferente disto??

Os discípulos deviam ser unidos ASSIM COMO Jeová e Jesus eram unidos.
Jesus concordava com a palavra de Jeová. Ele afirmou: A tua palavra é a verdade. (muitos afirmam se tratar de um livro)
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Não foram os apóstolos os primeiros a revelar falta de fé em Jesus??
(João 16:29-32) 29 Seus discípulos disseram: “Eis que agora falas com clareza e não proferes nenhuma comparação. 30 Agora sabemos que sabes todas as coisas e que não necessitas de que alguém te interrogue. Por meio disso cremos que saíste da parte de Deus.” 31 Jesus respondeu-lhes: “Credes atualmente? 32 Eis que vem a hora, deveras, já veio, em que sereis espalhados cada um para a sua própria casa e me deixareis sozinho; e, contudo, não estou sozinho, porque o Pai está comigo.
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Ednilson Sacramento Silva disse...

O QUE FAZER COM AQUILO QUE NÃO PRESTA??
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Bem, esta a questão que o ser humano precisa individualmente decidir dentro de si mesmo.
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Humanos têm afirmado que Javé (Jeová), exatamente por ser Santo, sente nojo por aquilo que não presta.

Será que isto é uma verdade??
Sim, isto é uma verdade.
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Jeová (Javé) fala de coisas abomináveis aos seus olhos.
Que coisas são estas??
Javé afirmou para Moisés que as coisas abomináveis eram as coisas praticadas pelas pessoas das nações gentias. Foi o próprio Javé (Jeová) quem informou isto para Moisés.
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As pesssoas das nações que praticavam coisas abomináveis passavam a ser pessoas abominadas por Javé (Jeová).
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Este é o ponto que faz a diferença.
Através do Seu relacionamento com a nação de Israel, Jeová revelou que Ele não sente nojo e nem inimizade por pessoas que praticam coisas detestáveis.
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Depois de Jacó e seus filhos praticarem coisas abomináveis em represália por Diná ter sido violentada por Simei, o que fez Javé (Jeová).
Manteve Jeová um relacionamento que revelava nojo e inimizade por Jacó e seus filhos??
Todos os demais humanos, certamente sentiriam por Jacó e seus filhos um sentimento de repúdio.
O que falou Jacó neste respeito??(Gênesis 34:30) 30 Em vista disso, Jacó disse a Simeão e a Levi: “Vós me trouxestes o banimento, fazendo de mim um mau cheiro para os habitantes do país, para os cananeus e para os perizeus, sendo eu poucos em número, e eles por certo se ajuntarão contra mim e me assaltarão, e eu terei de ser aniquilado, eu e a minha casa.”
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Nos lembramos de palavras idênticas faladas por outro numano, não lembramos??
Sim, foi Caim.
Depois de praticar uma coisa abominável, o que disse Caim a respeito de si mesmo??


(Gênesis 4:13-14) 13 A isto Caim disse a Jeová: “Minha punição pelo erro é grande demais para suportar. 14 Eis que neste dia realmente me expulsas da superfície do solo e ficarei escondido da tua face; e tenho de tornar-me errante e fugitivo na terra, e é certo que quem me achar me matará.”. . .

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Há como negar que a condição de Caim mostrou ser idêntica a de Jacó e seus filhos??
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O que o histórico revelou em relação ao sentimento de Jeová por estes humanos??

Revelou que, muito embora estes homens tenham praticado coisas abomináveis, Ele continuou praticando coisas boas para estas pessoas, tornando próximo destas pessoas.

Há como negar a proximidade de Jeová com Jacó??
Não foram preservados?? Não estão os seus descendentes vivos entre nós neste séulo XXI??
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Muito embora estes homens merecessem o extermínio por praticarem coisas detestáveis, o sentimento de Jeová mostrou ser um, enquanto o sentimento dos humanos testemunhas mostrou ser outro.

Enquanto Jeová se aproximava para cuidar e zelar, as testemunhas desejavam exterminar os praticantes de coisas detestáveis, rotulando-os de aquilo que não presta.
As palavras do Filho do Homem em relação ao que praticavam coisas abomináveis foram estas:
(Lucas 19:10) 10 Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.”
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Segue>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Ednilson Sacramento Silva disse...

O que fazer com aquilo que não presta??

continuação >>>>>>>>>>>>>>>>>>>
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Os fariseus testemunhavam que os cobradores de impostos e outros pecadores eram praticantes de coisas abomináveis.
Os farieseus e os sacerdotes sentiam aversão a estas pessoas.
Os seus sentimentos em relação a estas pessoas gerava frutos. Geravam palavras de inimizade e ações de inimizade. Estas coisas são comuns aos humanos que se enchem de razões e mais razões para explicarem seus sentimentos destrutivos em relação aos que praticam coisas detestáveis.
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No entanto, o que percebemos??

Percebemos que Jeová (Javé) tem sentimentos opostos aos sentimentos humanos.
Aquele que nos mostrou a real face do Pai tinha os mesmos sentimentos do Pai em relação àqueles que praticavam coisas detestáveis.
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Para revelar ao humano qual era o real sentimento do Pai por aquele que pratica coisas detestáveis, Jesus contou àqueles humanos que detestavam os que faziam tais coisas abomináveis, a ilustra ção que ficou conhecida como a parábola do filho pródigo.
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Agora vem um grande desafio para o humano.
Trata-se de um vinho novo a ser colocado em odres velhos.
O humano precisa ser um com Jesus. O humano precisa ter os mesmos sentimentos de Jesus em relação àquele humano que pratica coisas abomináveis.

Se o humano não tiver os mesmos sentimentos de Jesus em relação aos que praticam coisas abomináveis, ele não continuará a viver.

Que situação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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O que o Filho do Homem tem visto em relação a mim??

Esta é a pergunta que o discípulo de Jesus tem a obrigação de fazer a si mesmo todo o tempo.
Ficou plenamente comprovado que se trata de uma questão de sentimentos, não é verdade??

Para ser um com Jesus, a pessoa precisa mudar os seus sentimentos em relação a todas as coisas.
Isto revela que a pessoa precisa ter um espírito interior igual ao espírito interior de Jesus.
O espírito interior de Jesus mostrou ser o mesmo espírito interior de Jeová (Javé) para todos os casos.

Por ter os mesmos sentimentos do Pai, o Filho falava palavras iguais e praticava ações iguais à de seu Pai.

No entanto, Pai e Filho são rejeitados pelos humanos em face deste sentimentoo que eles têm pelos que praticam coisas abomináveis.

Como se não fôssemos praticantes de coisas abomináveis, por vezes nos pegamos sentindo o desejo de exterminar pecadores e de nos afastarmos de certos pecadores.

O que isto revela em relação a nós mesmos??
Isto revela que somos uma coisa abominável aos olhos de Jeová (Javé).
Muito embora sejamos uma coisa abominável, o objetivo de Jeová (Javé) é nos AJUDAR a sermos diferentes do que somos.
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Ele não extermina a uva (mesmo brava) pois Ele sabe que dará um bom vinho.

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Para continuar a viver precisamos da informação que sai da boca de Jeová (do interior de Jeová) e não da informação que sai da boca (do interior) dos homens iguais a nós.

Ednilson Sacramento Silva disse...

Irmão Paulo..... boa tarde...
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Estive fazendo uma análise sobre esta questão ida e volta de Jesus tendo por base inicial o ano 29 EC e indo até o momento da morte de Jesus.

Depois de sua morte (ida), assim como ele havia prometido muitas vezes, ele regressou (fisicamente) para a alegria e existência de fé por parte dos apóstolos.
Embora a fé de todos fosse muito frágil, Tomé revelou o seu forte grau de fragilidade. Jesus concedeu a Tomé o que ele necessitava, pois Tomé precisava ver e tocar (coisas físicas).
Jesus provou que estava presente quando Tomé revelou sua falta de fé naquilo que os seus olhos físicos não viam, pois, dias depois das palavras de Tomé, foi o próprio Jesus quem tomou a iniciativa de falar com Tomé.
Jesus retornaria ao seu estado anterior (espiritual), isto é, invisível ao olho humano.
Quem acreditaria que Jesus estava ali do seu lado, se não o estava vendo??
Isto era uma questão de acreditar (de ter fé).

Jesus afirmou que embora estivesse invisível ao olho humano, que ele permaneceria com os apóstolos e com todos os demais discípulos.
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Em certa ocasião, Jesus perguntou a Saulo: Por que me persegues?? .....
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Jesus afirmou:
Assim verte a Tradução Almeida:
(Mateus 18:20) 20 Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
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No momento da sua mudança definitiva de estado físico para estado espiritual (aos olhos dos apóstolos), Jesus ainda afirmou para os apóstolos:

Assim verte a Tradução Almeida:
(Mateus 28:19-20) 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que EU ESTOU CONVOSCO todos os dias, até a consumação dos séculos.
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O que ocorre??
Estaria Jesus realmente com os discípulos??
Estou convosco ou estarei lá nos céus??

Ocorre que temos duas escolhas.
Podemos atribuir a estas duas palavras de Jesus, uma realidade plena ou atribuir a elas uma figura de linguagem.
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Precisamos assumir que Jesus não estava mentindo ao afirmar que estaria no meio, quando duas ou mais pessoas estivessem falando em seu nome.
Precisamos assumir que Jesus não estava mentindo ao afirmar que estaria com os apóstolos (e também com os discípulos) todos os dias até a consumação dos séculos.
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Aquela outra afirmação de Jesus que viria morar com o discípulo que concordasse e que passasse a obedecer aos mandamentos obedecidos por ele (sinal de unidade), também é uma afirmação real e não uma mentira (figura de linguagem).
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Consolidando as informações, ainda temos a outra afirmação do Mestre já depois de seu retorno (estando ele agora na condição invisível aos nosos olhos), quando emitiu o relatório de suas observações em relação ao reino:
(Revelação 3:20) 20 Eis que estou em pé à porta e estou batendo. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei na sua [casa] e tomarei a refeição noturna com ele e ele comigo.
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segue>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Ednilson Sacramento Silva disse...

Boa tarde irmão Paulo
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Continuação
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Ajudando ainda, temos aquela afirmação de Jesus para a samaritana.
Tradução Brasileira (João 4: 23-24) 23 Mas a hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e é necessário que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.
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O Pai sempre foi invisível aos olhos humanos. Os humanos desejavam uma presença física do Pai para poderem adorar o Pai.
Muitos humanos ao estarem em Jerusalém tinham um perfil, enquanto que ao saírem de Jerusalém apresentavam um outro perfil. Estas pessoas respeitavam a presença física do Pai.
No entanto, o Pai é invisível e está presente em todos os lugares. Neste caso, o humano precisaria uniformizar o seu perfil em relação a esta nova condição revelada a ele.
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No caso de Jesus, dava-se o mesmo. Jeová e Jesus têm a capacidade de estarem em toda a terra ao mesmo tempo (coisa que nós não temos). Jesus passou para a condição espiritual (invisível aos olhos dos apóstolos).
Eles deveriam continuar a agir como se Jesus estivesse ali de forma física. Embora eles não estivesem vendo Jesus, ele estava bem ali, ao lado deles e observando cada palavra e cada ação deles.
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Já coloquei esta explanação no meu site, em uma das páginas.